Gerson Terres na Europa

Imagens ASCOM CBCa

O clube de canoagem Instituto Meninos do Lago – IMEL, responsável pelo projeto social/esportivo Meninos do Lago, patrocinado pela Itaipu Binacional e Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu, é uma verdadeira fábrica de talentos para o Time Brasil. São muitas as medalhas de ouro, prata e bronze devidamente registradas na página que os atletas iguaçuenses já conquistaram para o Brasil.

Agora chegou a vez de despertar os olhares do mundo para uma jovem promessa de sucesso: Gerson de Oliveira Terres. Esse atleta de apenas 16 anos embarcou para Milão, na Itália, onde fará uma pré-temporada em Verona aproveitando o Canal de Ivrea, até final de junho, quando então partirá para o maior desafio de sua carreira internacional.  Entre os dias 30 de junho a 5 de julho, na Cidade de Cracóvia, na Polônia participará do Campeonato Mundial Júnior e Sub 23 de Canoagem Slalom.

Muito embora ainda jovem, esse atleta residente na Vila C, em Foz do Iguaçu, participa do Projeto Social da Itaipu Binacional desde os seus 7 anos de idade sendo o atleta com maior número de medalhas na história do Clube IMEL e constantemente líder do ranking nacional nas categorias infantil e menor tanto na modalidade de K1 (caiaque) como no C1 (canoa). Agora na júnior continua se destacando em ambas as embarcações. Um talento que o Time Brasil começou a investir em viagens internacionais desde o ano passado, quando teve a oportunidade de representar o País no Campeonato Pan-americano realizado nos Estados Unidos de onde trouxe suas primeiras medalhas em solo estrangeiro em uma clara demonstração de não se tratar apenas de um bom atleta brasileiro, mas sim de um dos principais nomes da Canoagem Slalom de todo o Continente Americano.

Assim como já acontece com a Família Sofia, Gerson vem de uma família com quatro irmãos. Todos participaram e fizeram sucesso no Projeto Social proporcionado pela Itaipu Binacional. E como sempre, o último da linhagem sempre tem uma evolução técnica muito maior do primogênito em clara demonstração de evolução da metodologia de trabalho aplicada em Foz do Iguaçu, bem como das própria estruturas disponibilizadas no local de trabalho. Outro tema interessante que as famílias Terres e Sofia ajudam a demonstrar é que são 10 (dez) anos de prática desportiva para se chegar a um nível internacional. Se começar aos 7 (sete) anos, mesmo que de forma lúdica três vezes por semana, aos 17 (dezessete), muito provavelmente, estará alcançando performance para participações internacionais.

Em uma rápida mensagem para o IMEL, Gerson fez um relato muito sincero, honesto e educado de toda a sua trajetória esportiva:

“Eu entrei no Projeto Meninos do Lago por indicação de meu irmão Willian. Aliás, além do Willian, tinha ainda outros dois irmãos que me puxavam para remar. No começo foi muito difícil e assustador, mas depois comecei a aprender os fundamentos e as coisas começaram a ficar fáceis tanto na canoa como no caiaque. Com o passar do tempo comecei a ganhar medalhas em todas as competições e aí, incentivado pela minha família e meus treinadores, ganhei gosto pela coisa e deu no que deu”.

Agora participando também do Projeto Revelar Talentos, do Governo Brasileiro, que é uma iniciativa do Ministério do Esporte voltada ao desenvolvimento de jovens talentos da canoagem brasileira, com foco em evolução técnica, preparação física e formação esportiva de alto rendimento, Gerson foi pragmático ao afirmar que:

“Eu sou muito grato à CBCa, ao COB e ao Ministério do Esporte pela oportunidade que eles têm me proporcionado de conhecer o mundo, novas culturas, países completamente diferentes, aprender línguas que jamais imaginei que um dia teria condições de estar ao lado de um universo completamente diferente do meu. Mas em primeiríssimo lugar eu não posso jamais esquecer de mencionar o auxílio da Itaipu Binacional e também da Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu. Sem dúvida nenhuma, o sucesso da canoagem brasileira depende muito dessas duas instituições, sem esses auxílios eu não estaria aqui assim como vários outros atletas de famílias humildes que só conheceram o esporte graças a esses apoios. Portanto, serei eternamente grato a esses dois parceiros. Posso até mudar para o Rio de Janeiro se a seleção principal estiver lá, mas jamais esquecerei ou deixarei de amar esse espaço onde cresci e aprendi a ser gente”.

Rolar para cima