Esse canal oficial do Instituto Meninos do Lago, desde a primeira matéria lançada em 15/07/2009, sempre foi a principal vitrine para vários campeões nacionais. Segundo relatórios expostos na página oficial que necessitam de atualizações, atletas filiados do IMEL já colacionaram mais de 500 medalhas de ouro, mais de 400 medalhas de prata e, por último, mais de 400 medalhas de bronze nos eventos nacionais. Nas competições internacionais, já passam de 70 medalhas de ouro, 40 de prata e 40 de bronze conquistadas por esse mundão afora.
Nas medalhas internacionais acima citadas ainda não estão computadas as conquistadas pelo jovem atleta Gerson dos Santos Terres nos anos de 2025 e 2026. Esse menino exemplar, de apenas 16 anos, nascido e até hoje residente na Vila C, começou a mostrar todo o seu talento para os gringos no ano de 2025:
- 23/03/2025 – Prata C1MJR – Campeonato Pan-Americano – Montgomery – USA
- 23/03/2025 – Bronze K1MJR – Campeonato Pan-Americano – Montgomery – USA
- 27/04/2025 – Ouro C1MJR – Campeonato Sul-americano – Piraju – SP
- 27/04/2025 – Ouro K1MJR – Campeonato Sul-americano – Piraju – SP
- 28/04/2025 – Prata CROSSJR – Campeonato Sul-americano – Piraju – SP
- 05/07/2026 – Bronze C1 Sub16 – 6ª Etapa da ECA, Cracóvia, Polônia
- 09/10/2026 – Ouro CROSSJR – Campeonato Sul-americano – Três Coroas – RS
- 10/10/2026 – Ouro K1JR – Campeonato Sul-americano – Três Coroas – RS
- 10/10/2026 – Ouro C1JR – Campeonato Sul-americano – Três Coroas – RS
É fato que grande parte das mais de 150 medalhas internacionais foram conquistadas pela superatleta Ana Sátila, que deixou Foz do Iguaçu para morar no Rio de Janeiro, onde os treinamentos no Canal de Deodoro e a proximidade com a infraestrutura olímpica do Maria Lenk condiz mais com a sua atual condição técnica.
Demorou para aparecer alguém para substituí-la nas notícias geradas pelo IMEL com relação a medalhas em eventos internacionais. Mais atletas já brilharam e brilham internacionalmente, como é o caso da Milena Sofia, Daniela Sofia e outros tantos jovens iguaçuenses, porém o desempenho técnico que Gerson dos Santos Terres tem demonstrado nas águas está dentro dos melhores parâmetros já surgidos no Brasil, hoje esse jovem atleta está com a média anual de 10% do melhor barco do Brasil, com apenas 16 anos de idade, sendo que no último Campeonato Brasileiro alcançou a estupenda marca de 2,63% do melhor barco brasileiro. Para se ter ideia do que significa isso, é a terceira melhor marca da história da Canoagem Slalom brasileira para atletas do K1M com 16 anos e repete esse feito também na categoria C1M, lembrando que o nível técnico hoje do melhor K1 brasileiro é maior que anos atrás, ou seja, é muito mais difícil hoje conseguir baixar os percentuais por que houve um avanço técnico da modalidade no Brasil.
Outro dado importante nos feitos desse atleta é que se trata de um menino que vem de uma família humilde, onde 3 de seus irmãos mais velhos, já participaram também do Projeto Social Meninos do Lago e que, com muita luta e garra, conseguiram se formar e hoje ocupam cargos de destaque na sociedade iguaçuense: o mais velho engenheiro concursado do Estado do Paraná, do meio advogado e visando a carreira de Delegado e a mais nova formanda em medicina. E absolutamente todos são muito gratos à Itaipu Binacional e ao Instituto Meninos do Lago por nortearem suas vidas em suas juventudes.
Gerson é um exemplo de educação, garra e humildade, assim como os seus irmãos. E que continue assim quando conquistar a medalha olímpica. É só uma questão de tempo e da compreensão da Itaipu Binacional quanto ao verdadeiro papel dela no Time Brasil. Quando houver um apreço maior por medalhas e resultados internacionais para o Brasil, a Itaipu Binacional enfim entenderá que o papel deixou de ser apenas gerar oportunidades, mas sim há anos se transformou na essência de uma disciplina olímpica brasileira.
Hoje, jovens destaques internacionais estão a merecer apoio maior, inclusive financeiro, pois para que haja crescimento técnico esses talentos necessitam adquirir equipamentos de primeira grandeza produzidos na Europa onde não é possível alcançar com a pouca ajuda que recebem de bolsas e da Confederação Brasileira de Canoagem. Investir nestes atletas que conquistam medalhas internacionais é uma real necessidade do esporte e também de demonstrar o crescimento social através da apologia às práticas saudáveis e o respeito à natureza.

