Copa Brasil de Canoagem Slalom e Caiaque Cross 2026

Aconteceu nas águas turbulentas do Rio Paranapanema em Piraju – SP, durante o período de 1º a 3 de maio a Copa Brasil de Canoagem Slalom e Caiaque Cross de 2026 organizado pela Confederação Brasileira de Canoagem. A entidade de administração esportiva nacional resolveu inovar com a realização de duas etapas no mesmo local, aproveitando o mesmo período de competição. Assim, na sexta-feira foi realizada a primeira etapa, no sábado a segunda e no domingo a etapa única de Caiaque Cross.

Participaram dos eventos 59 atletas pertencentes aos Clubes APEN (Associação Pirajuense de Esportes Náuticos – Piraju-SP), ASCAPI (Associação de Canoagem de Piracicaba-SP), ASTECA (Associação Três Coroense de Canoagem-Três Coroas – RS), IMEL (Instituto Meninos do Lago – Foz do Iguaçu-PR), Associação Semeando Sonhos (Tibagi-PR), ATOCA (Associação Tomazinense de Canoagem-Tomazina -PR) e Instituto Roberto Maehler (Rio de Janeiro-RJ).

O Clube local conseguiu alcançar 2.700 pontos, seguido pelo IMEL de Foz do Iguaçu, com 1.750 pontos e a ATOCA de Tomazina, com 850 pontos. Os grandes destaques iguaçuenses foram novamente Gerson Terres (16 anos) que acabou conquistando 4 medalhas de ouro e uma de bronze e Milena Sofia (18 anos) com 4 medalhas de ouro e uma de prata. Considerando que cada medalha de ouro se soma 100 pontos, prata 50 e bronze 25, os dois atletas sozinhos fizeram 875 pontos, ou seja, exatamente a metade dos pontos que o Clube conquistou.

O local da prova no Rio Paranapanema é bastante desafiador pois possui volume e profundidade muito acima dos padrões convencionais de um canal de canoagem. Para se ter ideia, todos os canais artificiais utilizados em Jogos Olímpicos após os Jogos Olímpicos de Sidney/2000 convencionaram o uso de 12 m3/s, em Piraju as provas foram realizadas com 170 m3/s segundo o Boletim publicado pela CBCa, ou seja, 14 vezes superior a qualquer volume de canal de canoagem existentes atualmente.

“É muito volume de água. Do nada aparecem redemoinhos que te engolem e levam para o fundo. Já ouvi muitas histórias desse canal e dessa vez foi a minha vez de levar um abraço apertado do Rio Paranapanema. Fui engolido por um desses redemoinhos e ao sair do barco fui sugado para o fundo onde permaneci alguns segundos que pareciam horas” – relata o atleta iguaçuense Nilson dos Santos Rodrigues.

Realmente são vários os relatos de atletas sugados de suas embarcações, porém até o dia de hoje, nada de grave aconteceu e os locais aprendem com o tempo a dominar a situação, transformando as dificuldades impostas pelas borbulhas e redemoinhos em grande diversão em seus treinos.

Para o Chefe de Equipe Willian Oliveira a Cidade ofereceu uma boa estrutura de alojamento e de competição devendo realmente ser valorizada com os eventos nacionais:

“Como sempre o Município de Piraju nos brindou com uma boa receptividade, alojamentos bons e uma infraestrutura de prova digna dos melhores eventos que já presenciei, sem contar com a beleza cênica do local que encanta e por vezes assusta a todos os presentes”.

Gerson Terres, que já é considerado um dos grandes talentos nacionais, devendo representar o Brasil no Campeonato Mundial Júnior, que acontecerá na Polônia, em julho, disse que a cada descida em Piraju tudo pode acontecer:

“Não é fácil remar aqui, pois podemos estar vencendo a prova e no momento de passar por um redemoinho o resultado vai para o fundo do poço, literalmente. Sem falar que em vários locais a velocidade da água não permite que o atleta pense em retornar para reparar o erro. Errou já era, não tem volta”.

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O próximo compromisso do IMEL será o Campeonato Brasileiro de Canoagem Slalom e Cross da segunda divisão, que acontecerá na Cidade de Morretes, no mês de julho e onde o IMEL promete levar uma grande equipe para recuperar sua hegemonia no esporte.

 

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